domingo, 17 de maio de 2020

Querida Amazonia - Exortação Apostolica Pós-Sinodal - reflexão


Documentos da Igreja
 

                                Querida Amazónia - Exortação Apostólica Pós-Sinodal* - reflexão

                                   






     O Papa Francisco não pára de nos dar documentos para ler, estudar, mastigar e refletir, nunca li tantos documentos da Igreja do que neste Papado.
     Lê-se tudo muito bem, apesar de ser uma linguagem simples, tem muito sumo, retira-se para alem dos Sound Bytes, existe muito para trabalhar, maturar, discernir, realizar no concreto da vida.
      Foi assim com Alegria do Evangelho, Alegria do Amor, Louvado Seja.
     No rescaldo do Sínodo da Bispos que se realizou em Roma de 6 a 27 de Outubro 2019,saiu um documento Documento Amazónia : Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral.
     Fica aqui uma síntese do que para mim me tocou mais nesta exortação apostólica que marca também a celebração de mais um ano de Papado de Francisco. Já lá vão 7 anos.  A perfeição!
  •    A Amazónia é um todo plurinacional  3, pp6
  •   Tudo o que a Igreja oferece  deve encarnar-se de maneira original em cada lugar do mundo, para que a Esposa de Cristo adquira rostos multiformes, 6 pp 7.
  •  Francisco tem 4 sonhos para Amazónia :
  1.  Sonho com uma Amazónia  que lute pelos direitos dos mais pobres  7 pp 7
  2.  Sonho com uma Amazónia que preserve a riqueza cultural  7 pp 7
  3.  Sonho com uma Amazónia que guarde zelosamente a sedutora beleza natural.. 7 pp7
  4.  Sonho com comunidades Cristãs capazes de se devotar e encarnar de modo na Amazónia que deem á Igreja rostos novos traços amazónicos.

  •   O nosso é o Sonho duma Amazónia que integre e promova todos os seus habitantes...que deve integrar a justiça nos debates sobre  o meio ambiente para ouvir o clamor da Terra como clamor dos pobres.  8 pp 9
  •  ....Isto favorece os movimentos migratórios....Por isso o clamor da Amazónia não brota apenas do coração das florestas , mas também do interior das suas cidades 10, pp10
  •  Estamos a ser afetados pelos madeireiros, criadores de gado e outros terceiros. Ameaçados por agentes económicos que implementam um modelo alheio nos nossos territorios ...somos uma região de territorios roubados 11 pp11
  • Já o meu antecessor , Bento XVI  denunciava a devastação ambiental da Amazónia ...a Amazónia  tem sido apresentada como  um enorme vazio que deve ser preenchido 12 pp11
  • Ás operações económicas , nacionais ou internacionais que danificam a Amazónia e não respeitam o direito dos povos nativos ao território e á sua demarcação... Não podemos permitir que a globalização se transforme num novo tipo de colonialismo 14 pp13
  • ....Não é salutar habituarmos-nos ao mal; faz-nos mal permitir que nos anestesiem a consciência social... 15  pp 14
  • Os Bispos da Amazónia brasileira recordam que a Historia da Amazónia revela que foi sempre uma minoria que lucrava á custa da pobreza da maioria 16 pp 15
  • É , nos dias de hoje, a Igreja não pode estar menos comprometida, chamada como está a ouvir os clamores dos povos amazónicos .....«peço humildemente perdão, não só pelas ofensas da própria Igreja, mas também pelo crimes contra os  povos nativos durante a chamada conquista da América .....Aos membros dos povos nativos agradeço e digo novamente que  com a vossa vida, ois um grito lançado à consciência....19, pp 17

 Agora no ponto seguinte Francisco faz quanto a mim a maior referencia, desta exortação apostólica, uma apelo a todos, á consciência social de todos e de cada um, no respeito de todos, mal Ele sabia que meses depois estaria o Povo Amazónico ameaçado , como está com esta Pandemia, sobretudo o que habitam no território Brasileiro.*1

  •   Sentido Comunitário  A luta social implica capacidade de fraternidade, um espírito de comunhão humana Então sem diminuir a importância da liberdade pessoal.....A vida é um caminho comunitário onde as tarefas e as responsabilidades se dividem e compartilham em função do bem comum 20 pp18
  • Cristo redimiu o ser humano inteiro e deseja recompor em cada um a sua capacidade de se relacionar com os outros 22 pp 19
  • Não podemos excluir que membros da Igreja tenham feito parte das redes de corrupção, por vezes chegando ao ponto de aceitar manter silêncio em troca de ajudas económicas para as obras eclesiais 25 pp 21
  • ...Trata-se de reconhecer o outro e aprecia-lo como outro....27 pp 22
  •  O objetivo é promover ; isto porem não implica colonizá-la culturalmente...cultivar sem desenraizar, fazer crescer sem enfraquecer a identidade promover sem invadir 28 pp 23
  • ....para evitar esta dinâmica de empobrecimento humano, é preciso amar as raízes e cuidar delas, porque são um ponto de enraizamento que nos permite crescer e responder aos novos desafios 26 pp27
  • ....Alegra-me ver aqueles que perderam o contacto com as suas raizes tentarem recuperar a memoria danificada 35 pp 28

 Francisco agora no ponto 37 toca no pormenor que se torna pormaior a meu ver, talvez o mais importante a questão das raízes, dialogo e compartilha  independentemente da fronteira, transformar-se em Ponte.

  •  É a partir das nossas raízes que nos sentamos á mesa comum,lugar de dialogo e de esperanças compartilhadas.Deste modo , a diferença, que pode ser uma bandeira ou uma fronteira, transforma-se numa ponte .........Uma cultura pode tornar-se estéril , quando se fecha em si própria e procura perpetuar formas antiquadas de vida.....  Se não progredirmos nesta direção de corresponsabilidade pela diversidade que embeleza a nossa humanidade  37, pp 29 e 30
 Culturas ameaçadas , povos em Risco

  •   ....A desintegração das famílias....a família é . e sempre foi , a instituição social que mais contribuiu para manter viva as nossas culturas  39, pp30
  •   Em qualquer projeto para a Amazónia é preciso assumir a perpectiva dos direitos dos povos e das  culturas. 40 pp 31
  • ajudar o coração do homem a abrir-se confiadamente àquele Deus que não só criou tudo o que existe, mas também se nos deu  a si mesmo  em Jesus Cristo.......As Palavras de Bento XVI quando dizia que, ao lado da ecologia humana, a qual , por sua vez, requer uma ecologia social 41 pp 33
  • Se o cuidado das pessoas e o cuidado dos ecossistemas são inseparáveis..... Abusar da natureza significa abusar dos antepassados, dos irmãos e irmãs, da criação e do criador, hipotecando o futuro...... .A terra tem sangue e está sangrando , as multinacionais cortaram as veias da nossa  Mãe terra. 42 pp 34
   
Francisco muito critico para com o abuso dos Ocidentais e das suas multinacionais que exploração os recursos de forma abusiva não só para as populações , mas também para a Mãe Natureza.


  •   O equilíbrio da Terra depende também da saúde da Amazónia. 48 pp38
  •   Não basta prestar atenção á preservação das espécies, mais visíveis e, risco de extinção. É crucial ter em conta que para o bom funcionamento dos ecossistemas , também são necessários os fungos, algas, os vermes.....49 pp 39
  • Se a chamada por Deus exige uma escuta atenta do grito  dos pobres e ao mesmo tempo da Terra 52 pp 41 e 42.
  • ....Por nossa causa , milhares de espécies já não darão gloria a Deus com a sua existência, nem poderão comunicar-nos a sua própria mensagem. Não temos direito de o fazer 54 pp 42 e 43
  • Pelo Contrario se entrarmos em comunhão com a floresta, facilmente a nossa voz se unirá à dela e transformar-se-á em oração 56 pp 44
  • Por todas estas razões , nós os crentes encontramos na Amazónia um lugar teológico, um espaço onde o próprio Deus se manifesta e chama os seus filhos 57  pp 44
  • ....se não mudarem as pessoas, se não forem incentivadas a adotar outro estilo de vida, menos voraz, mais sereno, mais respeitador, menos ansioso, mais fraterno 58 pp 45
  • A Igreja , com a sua longa experiência espiritual, a sua consciência renovada, sobre o valor da criação, a sua preocupação com a justiça , a sua opção pelo últimos 60 , pp46
  • Para quantos o encontraram , vivem na sua amizade e se identificam com a sua mensagem, é inevitável, falar dele e levar os outros a sua proposta de vida nova,62 pp 48

Para Francisco tal como já havia dito na Alegria do Evangelho é importante a Igreja chegar a todos e respeitar a sua identidade,não perdendo a sabedoria  Cristã transmitida ao longo dos séculos

  •  A inculturação empenha a Igreja num caminho difícil mas necessário 69 pp 53
  • ...Ele é também o Ressuscitado que penetra todas as coisas* 74, pp 56
 *Muito interessante como Francisco  trás para a exortação São Tomas de quino , um dos Doutores da Igreja, a maneira como Deus está nas coisas é tríplice : 
 -uma é comum, por essência, presença e poder.
- Outra pela Graça nos seus Santos
-A terceira , singular de Cristo , pela União.

  •     ....Hoje é indispensável mostrar que a Santidade não priva as pessoas de forças de vida e alegria  80 pp 61
  •    Por isso a Eucaristia pode ser fonte de luz e motivação para as nossas preocupações pelo meio ambiente, e leva-nos a ser guardiões da criação inteira. 82 pp 61 e 62
  •  O Concilio Vaticano II solicitara este esforço  de inculturação da liturgia nos povos indígenas mas passaram-se  já mais de cinquenta anos e pouco avançamos nesta linha  82 pp62
  • ...As nossas celebrações deveriam ajudá-los a viver a experiência na liturgia Dominical e   encontrar a luz da Palavra e da Eucaristia que ilumina as nossas vidas concretas 83 pp 62 e 63

     Outro ponto que Francisco exige especial atenção, é mais do que um apelo à Igreja Amazónica, que a pobreza seja razão para não se admitir no seu seio.  Ele bate muito nesta tecla.

  •   Uma Igreja transformada numa Alfandega 84 pp 63
  •  Segundo a Igreja a misericórdia pode tornar-se numa mera expressão romântica, se não se manifestar concretamente no serviço pessoal 84 pp 63
  • A pastoral da Igreja tem uma presença na Amazónia, devido em parte á imensa extensão territorial , com muitos lugares de difícil acesso, grande diversidade cultural, graves problemas sociais e a própria opção de alguns povos se isolarem 85 pp64
  •  O modo  de configurar a vida e o exercício do ministério dos sacerdotes não é  monolítico, adquirindo matizes diferentes nos vários lugares da Terra..87 pp 64

   Curioso Francisco faz muito isso recorre a escritos de Papas anteriores, agora para explicar, as funções de um Sacerdote, o devir, as obrigações , recorrer a São João Paulo II, e explica que mais do que hierarquia, não se está acima dos outros mas ao lado dos outros.

  •    Alguns pensam que aquilo que distingue o sacerdote seja o poder, o facto de ser a máxima autoridade da comunidade, mas São João Paulo II explicou que , embora o sacerdócio seja considerado  hierárquico, esta função não equivale a estar acima dos outros mas ordenar-se integralmente á santidade dos membros do Corpo Místico de Cristo 87 pp 65
  • ....Ele é a cabeça da Igreja porque tem o poder de comunicar a graça a todos os membros da Igreja  85 pp 65
  •  Isto é o meu corpo, Há outras palavras que só ele pode pronunciar . Eu te absolvo dos teus pecados 88 pp 66
  •  Os leigos poderão anunciar a Palavra, ensinar, organizar as suas comunidades, celebrar alguns Sacramentos, buscar varias expressões para a piedade popular e desenvolver os múltiplos dons que o  Espírito derrama neles  89 pp 66
  • A Eucaristia é também o grande Sacramento que significa e realiza a unidade da Igreja 91 pp 67
  • Precisamos de promover o encontro com a Palavra e o amadurecimento da Santidade 93 pp 68
  • Uma Igreja de rostos Amazónicos  requer a presença estável de responsáveis leigos, maduros e dotados de autoridade 94 pp 68
  • A vida consagrada ,capaz de diálogo, síntese encarnação e profecia....mas faz-lhes falta  um novo esforço de inculturação  95 pp69
  • .....Estabelecer , entre as Igrejas locais de diversos países sul americanos que estão na bacia Amazónica , uma pastoral de conjunto com prioridades diferenciadas 97 pp 70
  •  .....A transumância amazónica não foi bem compreendida nem suficientemente elaborada do ponto de vista pastoral 98 pp 70
  •    ....As mulheres mantiveram a Igreja de pé nesses lugares com admirável dedicação e fé  ardente 99 pp 71
  • ....As mulheres prestam à Igreja  , a sua contribuição segundo o modo que lhes é próprio e prolongando a força e a ternura de Maria , a Mâe 101 pp 72
  • Numa Igreja Sinodal, as mulheres , que de facto realizam um papel central nas comunidades amazónicas, deveriam poder ter acesso a funções inclusive serviços eclesiais que não requeiram a Ordem Sacra e permitam expressar melhor o seu lugar próprio....Daqui resulta também que as mulheres tenham uma incidência real e efetiva na organização 103 pp 73
  • Nós Católicos , possuímos um tesouro nas Escrituras Sagradas 107 pp 75
  • ...Temos também uma grande riqueza nos sete Sacramentos.....firmemente em Jesus como único Redentor do Mundo, cultivamos uma profunda devoção á sua  Mãe.   107 pp 78
  •  Como Cristãos a todos nos une a Fé em Deus, o Pai que nos dá a vida  e tantos nos ama


    Mal sabia o Papa Francisco o que se seguiria um mês depois na Amazónia, no Mundo com o COVID 19, um documento que era como um grito de alerta para Mundo, para América detentora da Amazónia, para a Pastoral local, hoje sabemos que a debandada de aldeias, é grande para o interior da Selva, com todas as consequências que daí advém., fica um excerto da oração Á Mãe Amazónia

   « Em vós confiamos, Mãe da Vida!
      Não nos abandoneis
      nesta hora escura.
     Ámen »

Mais um documento para mastigar, pensar, discernir!

Saudações em Cristo

Sérgio Neves



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Fontes utilizadas para reflexão deste post:

*Exortação Apostólica pós-sinodal  Querida Amazónia, Fevereiro 2020, Paulinas Edições.

*1https://brasil.elpais.com/planeta_futuro/2020-04-23/a-dupla-ameaca-para-os-povos-da-amazonia.html
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quinta-feira, 14 de maio de 2020

13 de Maio em Fatima do Discernimento da Igreja ao esvaziamento devoção popular

acontecimentos
             13 de Maio em Fátima do Discernimento da Igreja ao esvaziamento devoção popular

               


     A Igreja através   da Conferencia Episcopal Portuguesa tive um rasgo de grandes responsabilidade ao  cancelar a peregrinação de Maio, o que é uma perda inestimável para o conjunto dos Peregrinos não só a nível nacional , mas internacional.  Mas tomou este decisão difícil, recordo-me bem de ver o Bispo de Leiria-Fatima António Marto a comunicar  este cancelamento de coração destroçado (1).
    Perante a Opinião Publica e bem, a Igreja hierárquica deu uma «chapada de luva branca» aos politicos, que queriam ver a Igreja Instituição  nos Headlines dos jornais, mas não tiveram hipótese, porque á frente da Igreja Portuguesa temos pessoas muito sensatas,  decidiram que as celebrações do 13 de Maio seriam sem fieis, peregrinos - em larga escala-.
     Elogiando este episódio da CEP, o mesmo não se poderá dizer da celebração, o Terço teve varias pessoas a participar, que representavam, as 21 dioceses do Pais, teve a presença também dos três arce-bispos , das três  arqui-dioceses do Pais, respetivamente Braga, Lisboa, Évora.
       Mas uma cerimonia da Procissão das Velas sem fieis, peregrinos é vazia, liturgicamente ridícula, como sem senso, o simulacro de lava -pés a três peregrinos, que a meu ver é o ato de maior humildade de um Pastor da Igreja, seja Ele qual for, para com os seus servos, fieis, paroquianos, ora ver o Bispo António Marto é verdade que se ajoelhou, para depois despejar agua e o fiel limpar com toalha, retira o simbolismo do Lava-pés, peço desculpa dizer isto mas é o que sinto.
        A celebração da Palavra foi fria, distante, julgo que a procissão do adeus sem fieis, peregrinos não se deve fazer, Fátima é uma construção de Fé dos crentes, ora se Eles não podem lá estar, não se fazia.
        Fátima é a expressão máxima da Fé Popular, foi sempre assim, deve pois a hierarquia da Igreja perceber isso.
        Nossa Senhora merece uma procissão das velas, muito para alem da dignidade, é uma expressão  Fé , com a presença dos peregrinos.
         Como já escrevi anteriormente, Fátima foi a perseverança, oração , doação dos peregrinos, muito mais do que a Hierarquia,  que não acreditava nas palavras dos primos.
         Não gostei de ver a Nossa Senhora  na Cova da Iria despedida de pessoas, os seus dramas.



disse

sergio neves




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(1) https://www.dn.pt/pais/fatima-prepara-se-para-a-peregrinacao-mais-dificil-de-sempre-12185901.html   

Pedro converteu-se e nós?

Reflexão
                                                                 Pedro converteu-se e nós?

                                            



O que Pedro prega, ele mesmo o fez: converteu-se. 
Converteu-se a Cristo ressuscitado, 
que pensa as coisas dos homens e não de Deus;
a Cristo que tudo pode e que nos faz caminhar sobre as águas;
a Cristo, que, aos nossos pés, nos serve como ninguém mais ousa;
a Cristo, que nos ama e nos confirma nesse amor,
     para também nós anunciarmos aos outros a Boa Nova. (1)



       Pedro converteu-se, negou três vezes, mas Jesus tinha uma missão para este homem, mal Ele sabia que apesar de incapacidade - o seja sem instrução-, aos olhos do mundo era uma figura austera, pouco dada a grandes discursos e doutrinas.   Mas seguindo a máxima de Deus, que escolhe os incapacitados  e capacita os escolhidos.
      Pedro conseguiu, converteu-se, pegou na missão que lhe foi confiada, com limitações, é certo, mas Deus tem planos para cada um de nós, cabe-nos abrir o coração e confiar.
      Se Eu digo e escrevo isto, porque razão no meu dia -a- dia não o aplico?
      Serei  Eu um convertido?  Ou tenho fogachos de Fé, de conversão!
      A figura de Pedro remete-nos para a figura do Papa, chefe da Igreja, lembramo-nos daquela passagem da Sagrada Escritura « Pedro sobre ti, edificarei a minha Igreja», mas Pedro sem que me desse conta, é muito mais que o líder da Igreja primitiva.  É um exemplo de convertido, que confiou, por isso é Santo.

Saudações em Cristo

Sérgio Neves
     

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Fonte utilizada para esta reflexão

(1) Curso online - Atos dos Apóstolos
https://idfc.patriarcado-lisboa.pt/moodle/mod/lesson/view.php?id=174&pageid=258

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domingo, 10 de maio de 2020

Caminho, Verdade e Vida

        Reflexão

                                                                                                   Caminho, Verdade e Vida
                                                                    


     Este Domingo estas três palavrinhas fazem tanto sentido, ganham tanta atualidade, num tempo de confinamento, desesperança, desamor, podemos fazer tanto , pelos outros em vez de criticar, baixar os braços, pensar só em nós, nos nossos, podemos rasgar fronteiras ir ao encontro da caridade, da misericórdia, sem sair de casa com gestos simples, mas também materiais, partilhar o muito que se tem, com o outro que nada tem, faz toda o sentido é esse o Caminho, olhar uns pelos outros,cuidar dos que mais precisam, desfavorecidos, tenho feito isso, não porque sou mais do que os outros, Deus capacita-me para chegar onde não julgava puder chegar, com os poucos recursos que tenho, seja na Comunidade Vida e Paz, ajudando nos Vicentinos de São Francisco de Assis, isto é Vida, ter a noção que ajudar os outros implica sair de nós, e no outro frágil pode e está seguramente Jesus.
   Um Cristão pode e tem direito , dever, de fazer caminho, fazer e dar vida, com base na Verdade do Evangelho, na materialização dessa Palavra, na vida concreta, pondo a mão na massa no concreto. 

Saudações em Cristo
Sérgio Neves

As Palavras impulsionadoras do Papa Francisco para as vocações

REFLEXÃO,



                                As Palavras impulsionadoras  do Papa Francisco para as vocações




                             

    Na semana passada invocamos as Vocações, sobretudo as consagradas, é já uma pratica, uma tradição que na Paroquia a que faço parte é costume rezar-se não só nesta semana , mas durante todo o ano rezamos no final de cada Eucaristia, do Terço, da exposição do Santíssimo Sacramento esta Oração :

        Coração Sacerdotal de Jesus , Santificai os Sacerdotes
        Coração Sacerdotal de Jesus, Multiplicai os Sacerdotes
        Coração Sacerdotal de Jesus, atuais, atuais pelos Sacerdotes
        Nossa Senhora do Rosário de Fátima , Rainha do Clero,
        Rogai pelo Santo Padre, pelos nosso Patriarca,  por todo o Clero  e pelos nossos Seminários

     Talvez tenha sido isto que já nos levou ater tantas vocações na Paroquia, o Hugo Santos, Sérgio Mendes, Rui Gregório, Joaquim Loureiro, para alem da Verónica que se está a consagrar também.
      Portanto a oração  individual, comunitária, perseverante, leva a bons frutos, resultados.
      O Papa Francisco com a capacidade de comunicar que se lhe reconhece, leva-nos a meditar nas vocações através de 4 palavrinhas (1):
  •        Gratidão
  •       Coragem
  •      Tribulação
  •      Louvor

    Parecem simples, de rápida reflexão e resposta, mas depois de meditarmos cada uma delas leva-nos a percorrer  a nossa responsabilidade, nem todos somos chamados, nem todos somos os escolhidos, sabemos que é Deus que vem sempre ao nosso encontro, é sempre Ele que Capacita os incapacitados, e não escolhe os a partida são capacitados.  É Ele e sempre  Ele a vir ao nosso encontro.
    Partindo da Gratidão , como é bom nós reconhecermos que houve quem nos levasse a fazer uma caminhada, na vida da Igreja, Pais, Catequistas, Orientadores de Grupos de Jovens, Consagrados e Consagradas e Sacerdotes.
    O esforço, a oração que muitos e muitos fazem para que alguém tenha a coragem de dizer sim a Deus,  eis a outra palavra que nem se quer deveria existir porque se acreditamos no Senhor, Ele nunca nos falta, portanto um ato que aos olhos dos Humanos é uma virtude, a Coragem, para Deus é um desígnio que deveria estar logo entendido no  nosso ADN Batismal.
    Tribulação, uma Palavra que demonstra bem o que nós seres humanos somos, frágeis, egoístas, pequenos, ignorantes, perante o mundo, perante Deus, com o nosso pecado , deitamos tudo a perder, perdemos tempo, desviamo-nos do chamamento,  do caminho,da nossa vocação mas apesar disso Ele está sempre connosco. Caminha ao nosso lado, mesmo na tribulação, no pecado, na tentação, aceita as nossas opções de vida, acolhe-nos como Pai, se duvidas tenhamos, basta ler a Parábola do Filho Pródigo.
     Louvor , encaminhados que estamos para a vocação, no caso Sacerdotal, consagrada, devemos louvar, bem dizer o Nosso Criador todos os dias da nossa vida, porque ser Consagrado, Consagrada, Sacerdote é uma dádiva, uma tenção de Deus.   Como dia a passagem da  Sagrada Escritura « São muitos os convidados , mas poucos os escolhidos».   Os seminaristas, futuros Sacerdotes devem louvar também por todos, os que anos a fio rezaram para que a sua vocação fosse uma realidade.  Que nunca se esqueçam de uma comunidade de Amor, que por Eles rezou, acreditou, doou tudo o que tinha.
    Francisco fala ao coração das pessoas , humildes, reabilita todos os escrito de Papas ulteriores, faz missão, caminho, a todas as periferias quer chegar.

Saudações em Cristo

Sérgio Neves
   

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Fontes que me inspiraram para realizar este Post:

(1) https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-03/mensagem-papa-francisco-dia-mundial-vocacoes-2020.html

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sexta-feira, 8 de maio de 2020

A Igreja Domestica tomou conta na Pandemia

REFLEXÃO,
                                A Igreja Domestica tomou conta na Pandemia

                                


 
         Esta Pandemia tem aspectos muito positivos, um deles é este o do recentrar a   Família, nuclear, em todas as suas vertentes,  educação, economia domestica, mas acima de tudo na questão do sagrado, divino, religiosa, da relação com o transcendente.
         Esta expressão tão  acarinhado por todos os Papas, sobretudo por São João Paulo II, ganha agora um novo impulso, porque a família, é chamada a não se fechar numa ilha , mas abrir-se ao mundo , sem sair de casa, na ajuda aos seus idosos, que também são família, aos vizinhos, na atenção que se pode dar, na acção caritativa de proximidade - e acreditem há tanto por fazer-, como e não menos despiciente, na ajuda á comunidade, onde a escassez de alimentos e de uma palavra está em falta.
        Falo por mim neste pandemia e período de confinamento, a oração em família ganhou uma dinâmica que nunca tive, tem sido bonito desde 8 de Março que o Movimento Juvenil de Massamá tem protagonizado momento de recitação do terço, como também na participação por via da Televisão das celebrações Dominicais desde II Domingo da Quaresma até ao momento.
       Esta pequena célula de Igreja tem ganho o seu espaço, nos momentos de refeição também, sim porque agora temos tempo para tomar as refeições juntos, reflectir um trecho do Evangelho diário, fazer partilha, tem sido bom.
       No meio de tanta desgraça, que já aconteceu e que irá acontecer, a Igreja Domestica ganha alavanca, tão necessária, tão perene, tão maravilhosa, no seio da Igreja.
       É caso para dizer Bem-Aventurada Pandemia que nos tens aproximado, valorizado, á nossa pequena Igreja Domestica.


   Saudações em Cristo

Sérgio Neves

domingo, 3 de maio de 2020

Os discipulos de Emaus

REFLEXÃO,
                                                            Os discípulos de Emaus
                                                 



Lucas 24:13-35 O Livro (OL)

No caminho de Emaús

13 Naquele mesmo dia, dois dos discípulos de Jesus iam a caminho da aldeia de Emaús que ficava a uns 11 quilómetros de distância de Jerusalém. 14 E comentavam entre si tudo o que acontecera. 15 De repente Jesus apareceu e juntou-se a eles, caminhando ao seu lado. 16 Mas os seus olhos estavam impossibilitados de o reconhecer.
17 “O que é que vão aí a discutir pelo caminho?” perguntou-lhes. E eles pararam de caminhar; estavam tristes.
18 Um deles, Cleopas, respondeu: “Deves ser a única pessoa em toda a cidade de Jerusalém que não sabe das terríveis coisas que ali sucederam nestes últimos dias.”
19 “Que coisas?”, perguntou Jesus. Eles retorquiram:
“O que aconteceu a Jesus de Nazaré, um profeta de Deus que fez milagres poderosos. Era um grande ensinador e altamente considerado tanto por Deus como pelos homens. 20 Mas os principais sacerdotes e os nossos líderes prenderam-no e entregaram-no ao governador romano para ser condenado à morte e crucificaram-no. 21 E nós pensávamos que ele era o Cristo que vinha para resgatar Israel! Além disto que aconteceu há três dias, 22 umas mulheres do nosso grupo dos seus discípulos foram de manhã cedo ao túmulo, onde ele foi colocado, 23 e regressaram com a notícia de que o seu corpo desaparecera e de que tinham visto lá uns anjos que lhes disseram que Jesus se encontrava vivo! 24 Alguns dos nossos homens foram a correr ver o que se teria passado e não há dúvida de que o corpo de Jesus desapareceu, tal como as mulheres contaram.”
25 Então Jesus disse-lhes: “Vocês não estão a ser sensatos! É assim tão difícil crer em tudo o que os profetas escreveram nas Escrituras? 26 Não foi claramente predito por eles que o Cristo teria de sofrer todas estas coisas antes de entrar na sua glória?” 27 E fez-lhes compreender as Escrituras, começando com os livros de Moisés e dos profetas, explicando o que esses textos diziam a seu respeito.
28 Entretanto, aproximavam-se da localidade para onde iam. Jesus parecia querer prosseguir no caminho, 29 mas pediram-lhe que ficasse com eles, porque se estava a fazer tarde, e ele acedeu. 30 Quando se sentaram para comer, ele pediu a bênção de Deus sobre o alimento e, pegando num pequeno pão, partiu-o e distribuiu-o por eles. 31 Foi então que, de repente, os seus olhos se abriram e o reconheceram. E naquele preciso momento ele desapareceu.

                                   



    Uma das leituras que me fascina, por diferentes razões : 

  •   Jesus aparece-lhes sem que estes o reconhecessem, portanto quando se morre ficamos diferentes, a vida eterna transformamos
  •   Os dois discípulos sabemos que um é Filipe, outro não lhe conhecemos o nome porque o evangelista não lhe atribuiu nome
  •  D.Manuel Clemente do alto da sua douta sabedoria, levou-me a mim e a todos quanto o ouviram no III Domingo da Pascoa, que justamente o outro não tem nome porque representa todos nós, a comunidade dos crentes.
  •  Esta leitura levanta a questão que não reconhecemos Jesus nas pequenas coisas, nos pormenores, quanto mais no pormaiores, no caso só na fração do pão é que reconheceram-no.
       É uma leitura fantástica, que nos remete para varias reflexões, Jesus a testar a nossa Fé, que vacila, que desmerece, com as dificuldades, desilusões, com o fracasso, nos tempos de prosperidade não nos preocupamos, só quando nos falta alguma coisa, percebemos também com este leitura que a caminhada, que fazemos, é que nos valoriza, com erros, dificuldades, recuos, mas a perseverança, é caminho seguro, Deus não nos falta, Jesus o seu único filho não se esquece de nós, pois é Ele que vem sempre ao nosso encontro, como em Emaus.
       É muito interessante que o autor da leitura fala de imediato em Jesus, temos a vantagem de saber que é Ele que está ali, é interveniente, não nos ocorre que podiam estar ali no lugar dos discípulos, que se calhar na nossa vida, Jesus já esteve á nossa frente, numa qualquer situação da vida, não o reconhecemos e Ele se calhar também não quis que o reconheceremos.
       D.Manuel fez-me perceber que o outro discípulo sem nome é a humanidade inteira. 


disse 

sergio neves